domingo, 28 de abril de 2013

Quando os Pets se vão...


Já escutei muitas coisas sobre para onde vão nossos Pets quando se vão deste mundo.

Dizem que independente da espécie, todo ser é evolutivo!

Assim sendo, já fomos algum tipo de vegetal, animal e agora somos hominídeos ainda em evolução.

Me pergunto se o vínculo que tive com meu gato foi forte o suficiente para nos encontrarmos em alguma vida novamente, ou se ele poderia apenas me recepcionar no céu como me recepcionava em casa.

É uma saudade que aperta, que belisca, que morde, que queima por dentro e não há água ou extintor que apague isso.

A pior parte é saber que nesta vida, nesta consciência não o terei mais.

Fica a esperança de que a ideia de nos reencontrarmos em algum ponto evolutivo seja verdade.

Acredito que todo mundo já esteve com alguém que o fez sentir como se fossem conhecidos, porém sem explicação alguma. Talvez isso explique o inexplicável. Talvez por isso certas afinidades nos assustem!

Independente de qual seja a verdade, o que sei é que meu vínculo com meu gato foi intenso demais para ter sido por apenas um breve momento de 12 anos.

Paixões duram pouco tempo, mas o que meu gato tinha por mim era muito mais do que qualquer homem vai sentir. Simplesmente pelo fato de ser constante, intenso, diário e quase doentio.

Era uma alegria imensa poder deitar na minha cama e dormir comigo, era companheirismo no tapete do banheiro durante o meu banho, companhia na hora de comer, na hora do sol na varanda, na hora de sentar na frente do computador e em (quase) tudo mais que se possa imaginar.

Na infância assisti o filme "Todos os cães merecem o Céu" e chorei, me debulhei em lágrimas, traumatizei por algumas semanas.
Era criança, fantasiava fácil.

Hoje, aos 30, ainda imagino um "Céu" só com animais!
Um campo lindo, sol raiando, riachos cruzando os pastos e cães, gatos, pássaros e todos os tipo de animais vivendo sem dor, sem sofrimento, sem prisões.

Talvez seja a vontade de vê-los bem onde quer que estejam, talvez seja o justo com qualquer ser vivo.

Mas, infelizmente, esse "justo" não me tranquiliza no que se trata do meu Sylvester.
Pra mim, o justo seria tê-lo comigo, cuidar dele, fazer um afago, ganhar cabeçadinhas, ser chamada com uma pata, aquecida em meio a tufos de pêlos pretos e macios, ser admirada com um olhar único que me passava mais calma que qualquer palavra.


Realmente não sei qual verdade é a mais correta, só sei que enquanto estiver nesta vida, nesta consciência, vou sentir esse vazio que ninguém jamais preencherá!
Vou esperar que um dia, seja onde for, nossos caminhos se cruzem novamente para que eu sinta aquela sensação maravilhosa de ser amada incondicionalmente por um mini ser peludo que nunca quis em troca nada mais que um cafuné, um pedaço de carne crua, um sachê com molho, um cobertor com meu cheiro, a calmaria quando sabia que eu estava chegando em casa, um colo, beijinhos na orelha e conversas que só eu e ele sabemos que tivemos.


Dizem que Saudade é o amor que fica!
O Sylvester deixou saudades, mas espero encontrar novamente esse amor que ficou!



terça-feira, 16 de abril de 2013


Modernidade Regressiva

Sempre achei que escrever um livro ou fazer um filme fosse fácil.
Bastaria uma história interessante, palavras bonitas e expressão fácil.
Me pergunto sobre os escritores/produtores, se criam histórias para viver fora do mundo conhecido, fora do caos, das incertezas da vida, da fantasia inexistente quando se chega a fase adulta. Onde descobrimos que o Príncipe encantado não existe, onde a facilidade do “final feliz” é mera ilusão, onde o conto de fadas é só uma história paras as pessoas sentirem esperança em alguma coisa por um breve momento.
É fácil sentar e virar uma página e se transportar para um mundo onde a história tem começo, meio e fim. Onde tudo começa lindo, passa pela tempestade e no final vem a calmaria.
Mas assim que a história termina voltamos pro nosso mundo. Aquele cheio de incertezas, de dúvidas, de tristeza, de idiossincrasias hipócritas sobre a vida que levamos.
Penso se sou louca por imaginar que tão pouco serve para resolver tantas coisas que se perderam no decorrer dos dias.
Onde foi parar a esperança, a luta, a vontade de continuar, o amor...?
As pessoas estão tão presas às suas responsabilidades (ou a falta delas) que se esquecem do que o ser humano realmente precisa pra se levantar todos os dias e viver um de cada vez.
Presas aos seus problemas, dificuldades, falta de dinheiro, disputas incessantes por um lugar ao sol, que se esquecem de chegar em casa e dar um beijo na esposa, atenção aos filhos, afago nos animais de estimação, do banho aproveitado.
Muitos não possuem nem isso, mas estão lá, de pé, com a esperança de encontrar alguma exceção durante o dia.
Uma exceção que te estenda a mão, que te dê um colo, que te permita um porto seguro nem que por um minuto.

Esqueceram-se de ser bons. Esqueceram-se de serem humildes. Esqueceram-se de serem humanos. Esqueceram-se de que um abraço cura mais do que um Rivotril, que um toque cura mais que uma Neosaldina, que atenção cura mais que qualquer sessão de terapia.
Hoje assisti um filme que me fez pensar se também esqueci de tudo isso, mas percebi que não.
Ainda sou, aos 30 anos, uma mulher que admira um sorriso de uma criança, uma abanada de rabo de um cão, uma cabeçadinha de gato nas pernas, uma rosa no jardim, as rugas de experiência de um idoso, a gratidão de quem recebe.
Não perdi minha essência de inocência! Não perdi meus princípios ao assistir o sangue escorrer pela TV! Não perdi meu jeito de não conseguir negar uma ajuda quando sei que de alguma forma dá para fazer.
Tenho dias ruins, tenho picos de stress, tenho explosões sentimentais, tenho problemas que me tiram a esperança de ter o tal “final feliz” mas isso não muda minhas atitudes no dia a dia.
Continuo achando que o ser humano pode ser como nos filmes, como nos livros. Onde podemos sair do mundo real e fazer deste um mundo de gente humana sem prepotência, sem discriminação, sem egoísmo.
Não é impossível fazer o mundo de fantasia se tornar o mundo real ao invés de vivermos isso apenas por breves momentos ou num simples virar de páginas ou num simples aperto de botão no controle remoto.
Me questiono minha capacidade de compromisso com certas coisas.
Acredito que muitas pessoas fazem o mesmo quando são postas na parede através de palavras que lhe julgam como fracas.
Será que somos fracos por estarmos tão cansados de certas coisas ou já fomos fortes demais e nos entregamos à rotina imposta pelo comodismo?
Cobranças diárias em relação ao número do seu manequim, como você se porta, como diz o que pensa, a cor do seu sapato, seu corte de cabelo, seu físico, sua imagem fora dos padrões impostos pela sociedade (mais uma vez) hipócrita, a qual dita regras pífias a serem seguidas...
Tudo isso numa cabeça e coração só. Todo dia é uma batalha para estar entre os TOP´S, dentro dos padrões, mas essa mesma sociedade que te cobra uma imagem de santo(a), é a mesma que ignora um cão na sarjeta, uma criança sem direito à escola, um idoso sem direito aos seus próprio direitos.
Livre arbítrio é só uma palavra no dicionário, já que ter livre arbítrio é sinônimo de ser julgado a cada passo, cada escolha, cada expressão, cada mudança ou cada atitude.
Me recuso a fazer parte da podridão diária que se vê no mundo.
Me recuso a não ser admirada por não ter 1,70m de altura, pernas grossas, barriga negativa, cabelos chapados balançando no cóccix, salto 15, saia tipo “cinto” e rebolando até o chão.

A própria sociedade perdeu seus princípios, seu ponto de partida, seu objetivo, seus sonhos.
E as crianças, pra onde vão com esse “exemplo” de que se você não for esteticamente perfeita, você está fadada a aceitar qualquer coisa pra não passar o resto da vida sozinha?

Às vezes me pergunto se nasci em época e lugar errado, já que admiro absurdamente um cavalheirismo sem segundas intenções, uma admiração singela e honesta, uma honestidade pura e verdadeira.

Decepções diárias nos fazem crer que não há saída, que as pessoas estão frias e fúteis recebendo lavagem cerebral a cada canal de TV que se muda.
Não vivo num conto de fadas, mas o mundo que quero ver é bem diferente do qual me encontro.
Até eu mesma já me vi em circunstâncias que colocaram à prova meu próprio caráter, mas assumir as consequências (boas ou não) são os frutos do que se foi plantado. Só assim nada é em vão. Só assim os aprendizados são efetivos.
Tenho muito ainda a aprender, mas chegar aos 30 com a esperança dos 5 anos de idade é de se considerar.

Precisamos de tão pouco para seguir em frente, para abrir um sorriso, para ter certeza que ainda dá para seguir em frente...mas as pessoas se esquecem que a simplicidade tem muito mais valor do que uma bolsa Louis Vuitton.

16 de Abril de 2013

Estar depressiva é um ótimo meio de enxergar negatividades que antes passavam quase desapercebidas.
4 anos e quase 2 meses de namoro !
1 arranjo de flor!
Sim!UM arranjo de flor em 4 anos e 2 meses de namoro!
O segundo buquê foi “implorado” então (quase) nem conta.

Abro meu Facebook em busca de fotos interessantes, mensagens engraçadas, ou qualquer coisa que me distraia e acabo entrando no Facebook da namorada de um amigo.
Namoro recente, tudo lindo, tudo perfeito, ninguém possui defeitos, todos se amam e acreditam que serão felizes para sempre...até que o primeiro defeito apareça, mas isso é outra história.
Vejo fotos do casal, admiro a felicidade alheia, fico contente pelo amigo ter encontrado alguém à sua altura e que retribua o carinho que ele merece.
Aí me deparo com uma foto de mesa de trabalho, um vaso no estilo hexagonal, verde escuro, vidro grosso, com mais ou menos um palmo aberto de altura. Dentro vejo algumas rosas brancas (sou apaixonada por rosa branca), graúdas, arranjadas de forma perfeita e enfeitando o ambiente de trabalho da tão querida namorada!

Lindo!Quase chorei!De alegria, de tristeza, de inveja (boa), de vontade de ser surpreendida da mesma forma.
Me pergunto se esse amigo manterá esse romantismo ou se ainda está no momento “preciso parecer perfeito”.

Porque homens são tão frios quando se trata dessa “necessidade” feminina em ser surpreendida sem motivo obrigatório?
Porque essa mesmice de, em 98% dos casos, já que há exceções, só agir romanticamente quando é data comemorativa ou existe um “porque tem que”?

Precisa-se de motivo para parar sua mulher no meio do caminho, ignorar o que está em volta e lhe dar um beijo de cinema?
Precisa-se de motivo para olhar nos olhos dela e dizer “eu te amo”?
Precisa-se de motivo para passar-lhe a mão no rosto e dizer o quão linda ela é ao seus olhos?
Precisa-se de motivo para escrever um SMS que não está sendo esperado?
Precisa-se de motivo para abraçá-la envolvendo o seu mundo e o dela?
Precisa-se de motivo para namorá-la quando ela está distraída?
Precisa-se de motivo para ser gentil?
Precisa-se de motivo e/ou idade para encostar em qualquer canto como adolescentes apaixonados e curtir aquele momento?

Motivo pra mim é aquilo que elas fazem todos os dias mesmo que você nem note.
Motivo é ela acordar pensando em você e procurando seu colo do outro lado da cama.
Motivo é ela espirrar seu perfume num bicho de pelúcia para ter seu cheiro quando ausente.
Motivo é ela sempre se emperequetar para lhe agradar.
Motivo é ela ir pra cozinha e preparar com todo o coração seu prato predileto.
Motivo é ela ser sua companheira.
Motivo é ela ser sua amiga, amante, mulher!
Motivo é ela manter a lealdade que lhe foi prometida no primeiro dia de namoro.
Motivo é ela esperar você por 4 a 6 semanas enquanto você trabalha em outra cidade há 1 ano e 5 meses.
Motivo é ela simplesmente ser SUA mulher.

Não precisa-se de motivo para arrancar um sorriso de quem se ama, não precisa-se de motivo para surpreender quem não espera ser surpreendido, não precisa-se de motivo para expressar quando alguém é importante para você, não precisa-se de motivo para tratar uma mulher que mereça, com carinho, respeito, lealdade, romantismo, cuidado.
Hoje os filhos são criados, em sua maioria, para serem pegadores, e as filhas criadas para serem artificiais.
Aprendam a detectar o “estranho no ninho” e dê valor!
Se você encontrou um ou uma desse tipo, você ganhou na Mega Sena e nem está sabendo!
“Opte por aquilo que faz seu coração vibrar, apesar de todas as consequências” Osho
Eu optei por amar alguém “apesar de”!